Aline Cortes

A dança

Comecei a fazer aulas de dança com aproximadamente quatro anos. Ballet clássico. O que muitas meninas faziam nesta idade, naquele tempo. Durou pouco. Eu era muito tímida e acho que não gostava muito…

Voltei para uma academia de dança com doze anos, desta vez, o percurso foi bem mais longo, passando por ballet, jazz, flamenco, sapateado e street dance. Quatro anos intensos, participando de campeonatos e mostras de dança com o grupo da academia. Minha vida era estudar e dançar. Tudo acabou quando precisei me dedicar somente aos estudos, para prestar vestibular. Depois disso, o gap foi maior. Foram quase oito anos sem fazer aulas, praticar e dançar socialmente.

Em 2008 descobri uma nova paixão, o Rockabilly. Eu não tinha a menor familiaridade com o mundo retrô, mas fiquei encantada com o estilo das roupas. O rock dos anos 50 era contagiante; o som do baixo acústico batia no fundo do coração.  Eu recusava viagens, cinemas e jantares, caso tivesse que escolher entre eles e o cansaço nas pernas e no corpo, por ter passado horas e horas dançando. Foi uma entrega intensa.

No começo de 2010, um amigo a quem eu via sempre nos encontros de dança me apresentou um novo estilo: o Lindy Hop. Ele organizou um workshop de quatro horas e me convidou para participar. Fiz a aula junto com meu marido, que já conhecia o estilo. Mas ele achou que o processo de começar do zero seria muito lento e demorado e não demos continuidade.

Poucos meses depois, descobri que estava grávida. E a vida virou de cabeça pra baixo. A partir de então passamos a sair pouco para dançar; a logística era complicada.

Até que, no começo de 2015, o Lindy Hop entrou nas nossas vidas novamente. E não saiu mais. As aulas semanais passaram a ser sagradas. Quase todo final de semana tinha algum tipo de festa; e lá estávamos nós. Eu passei a ouvir Jazz todos os dias e não quis mais ficar longe das pistas de dança. O Lindy Hop tem isso, ele conquista cada pedacinho do seu corpo. E ponto.

O percurso profissional

O reconhecimento de que os meios de comunicação audiovisuais fazem parte do desenvolvimento da sociedade me fez optar pelo curso de Rádio e TV na graduação. Trabalhei muito com projetos sociais, projetos de inclusão digital e com educação. E as experiências vividas durante os primeiros oito anos de formada despertaram meu interesse por comunicação social e educomunicação, o que me levou a procurar uma pós-graduação em Jornalismo.

Todas estas questões resultaram no tema do meu artigo de conclusão: a importância da produção audiovisual para Organizações Não Governamentais com projetos voltados para a infância. E o processo todo foi uma delícia, uma das melhores experiências acadêmicas da minha vida. E esse artigo me fez perceber o quanto gosto de estudar, pesquisar e escrever sobre a importância da produção audiovisual para a sociedade. O que me trouxe até aqui: muito trabalho pela frente, para entender e compartilhar sobre a importância da produção audiovisual para o Lindy Hop.