Videos Online – Ferramentas de estudo: onde e quando quiser

O vídeo ILHC 2013 – Invitational Strictly Lindy Hop Finals é maravilhoso! Repare a energia dos Lindy Hoppers presentes nele, todos estão brincando, sorrindo e se divertindo. Esse vídeo foi muito importante para Guilherme Ribeiro. A primeira vez que ele viu Lindy Hop, ou swing dance, foi durante uma performance improvisada de alguns dançarinos no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Ele ficou tão encantado com a dança que uma amiga insistiu que fossem falar com o grupo antes de irem embora. Os dançarinos lhe explicaram não só o que era a dança, como indicaram “lição de casa”: o filme Hellzapoppin e os vídeos do Internacional Lindy Hop Championship. Foi amor à primeira vista.

De lá para cá, as Swing Dances ganharam cada vez mais espaço na  vida de Guilherme. Hoje, ele é dançarino e professor de Lindy Hop. De acordo com ele, o material disponível na internet foi fundamental para seu desenvolvimento, ajudando-o a entender a dança, aproveitar cada vez mais as aulas e a colocar em prática nos bailes o que aprendia online. Três anos depois, com muitas horas de Youtube no “currículo”, ele reproduz com muito mais facilidade o que vê nos vídeos:

“Ficou mais simples compreender os passos e deixá-los mais fluidos e confortáveis para quem dança comigo”, conta.

Segundo ele, o Youtube Go é uma boa alternativa para quem tem um dia-a-dia corrido e precisa de horários flexíveis para estudar a dança. “É possível baixar os vídeos e assisti-los offline onde e quando quiser. Eu passei a fazer isso o dia todo, todos os dias”, completa.

Atualmente, professor, ele dispõe da sede da escola de dança em que dá aulas para seus treinos, mas garante que é possível adaptar espaços menores para quem quer treinar. “Eu, por exemplo, comecei treinando diariamente em um cantinho do meu quarto, em um corredor pequeno entre o guarda roupa e a cama. E, até hoje, há dias em que eu acordo pensando em dança, saio da cama e já  pratico um passo novo”.

 

Na entrevista que Making Lindy Hop Videos fez com Guilherme ele revelou suas referências na dança, como estuda a partir de vídeos online e deu dicas sobre como usar esses vídeos para melhorar a performance. Assista abaixo. 😉

Na internet, é possível encontrar boas videoaulas de professores de outros países. Há aulas que você pode acessar gratuitamente e outras, de professores renomados, que têm custo.  “É um bom conteúdo complementar para quem já estuda Lindy Hop, mas também pode ser usado para começar do zero”, diz Guilherme. Ele acredita que seria interessante que fossem produzidas videoaulas como essas no Brasil, pois seriam mais acessíveis, pagas em moeda brasileira. O desafio para os professores brasileiros é como produzir estes materiais. Dentre as dúvidas existentes, estão:

  • Que tipo de material produzir?
  • Como oferecer uma abordagem diferente da presente nas escolas de dança?
  • Enviar os vídeos apenas para os alunos ou deixá-los disponíveis na Internet?
  • Qual o melhor momento para subir uma videoaula à internet, antes ou depois da versão presencial?

Para Guilherme, é um trabalho coletivo. “É preciso uma transformação na cultura do brasileiro que ensina e estuda dança para que passemos a produzir e consumir conteúdo do gênero, uma vez que ainda não estamos acostumados com o modelo no Brasil.”

De outro lado, por mais interessantes que sejam, os vídeos não oferecem feedback instantâneo, não possibilitam a interação direta entre alunos e professores e – exceto quando as videoaulas são feitas em grupo – não funcionam como oportunidade para que os alunos aprendam uns com os outros. Na opinião de Guilherme, a aula online é uma importante aliada na formação do dançarino de Lindy Hop, mas não substitui a aula presencial. “Não recomendo que parem de fazer aula presencial e aprendam a dança somente através de materiais online”, afirma. Segundo ele, a intervenção dos professores e o contato com os colegas ainda são fundamentais para aprender a dançar, ajudam a entender as sensações que cada passo ou movimento gera no seu corpo e no corpo do parceiro. O vídeo deve ser encarado como uma ferramenta complementar tanto aos que querem aprimorar o conhecimento, quanto àqueles que encaram a dança como atividade social. Tudo é válido para fazer a cena crescer!

“Para que os professores deem mais aulas, a gente precisa ter mais interessados em aprender e treinar. Se os vídeos ajudarem, maravilhoso!”, finaliza.

Revisão: Sarah Quimes e Karin de Faria

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