I Charleston Rio – Um sonho realizado

Locais turísticos e passos de dança? Tudo junto e misturado? Quem já assistiu algum vídeo do projeto I Charleston the World já se deparou com cenários bonitos e lindy hoppers dançando.

No Brasil, já dava para conhecer pontos turísticos de duas cidades onde a cena de Lindy Hop é bem movimentada: São Paulo e Belo Horizonte. Mas faltava uma terceira cidade que também respira Lindy hop: o Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa.

Em agosto, o Rio entrou no mapa do I Charleston. A gente conversou com Luciana Vasconcellos, Cinthia Addams e Gabriela Novellino, cariocas à frente dessa empreitada. Confira mais abaixo e fique à vontade para sair maravilhado com a cena do Rio de Janeiro.

Shake That Thing: a maratona de dança que transformou o sonho em realidade

Luciana conta que a ideia do projeto veio de um seriado norte-americano. Em um dos episódios de Gilmore Girls, acontece uma maratona de Swing Dances.

“Eu vi aquilo e pensei: Quero muito ter uma maratona de dança. Vamos fazer acontecer uma maratona de dança!”.

O dinheiro que seria arrecadado, a princípio, ainda não tinha um destino, até que Gabriela sugeriu destiná-lo  para o I Charleston Rio.

Da organização à realização da festa, que se concretizou por causa da cena unida, Lu conta que foi possível arrecadar dinheiro suficiente para realizar um sonho antigo dos Hoppers do Rio de Janeiro.

A energia das pessoas: a personagem principal do vídeo

Acordar cedo em pleno feriado e passar o dia andando de um lado para o outro da cidade: combinação de persistência, força de vontade e amigos talentosos.

“O projeto mostrou que a gente tem uma comunidade forte, uma cena divertida e umas vistas lindas”.

As pessoas estavam tão animadas que postaram fotos durante todos os dias de gravação.

O registro em vídeo foi feito por Renato Lopes e Mari Turco, Hoppers há mais de dois anos, especialistas no audiovisual e amigos da galera do Rio de Janeiro. As organizadoras contam que ninguém da cena tinha experiência com vídeos de Lindy Hop e que ter deixado as gravações nas mãos dos dançarinos de São Paulo foi fundamental:

“Facilitou muito porque a gente tem muita intimidade; então rolou uma troca: a gente podia dar sugestões e eles também. Foi uma parceria maravilhosa”.

Com tanto lugar no Rio de Janeiro, dava para ter gravado em outros espaços, mas o tempo de deslocamento entre eles atrapalharia o cronograma da equipe.

As organizadoras agradecem a participação dos Hoppers, contam qual a importância do vídeo para a cena local e como esperam que ele seja visto fora do país.

O Rio de Janeiro continua lindo

A escolha das locações foi feita pensando em mostrar as múltiplas faces da cidade. Mas a equipe encontrou muitos obstáculos burocráticos para gravar em locais mais turísticos como o Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, e o Jardim Botânico – onde desistiram de gravar. Em compensação, o tempo estava lindo e o azul do céu refletia o clima dos dançarinos.

No vídeo abaixo elas contam sobre os critérios para as escolhas das locações e como o clima do final de semana colaborou para o sucesso das gravações.

Coreografias, improvisos e surpresas

A participação dos Hoppers do Rio de Janeiro foi completa: só não apareceu no vídeo quem não estava na cidade durante as gravações. A equipe se desdobrou para encaixar todo mundo no máximo de cenas possíveis.

Nos locais de acesso mais fácil, dava para inserir a participação de todo mundo que estivesse interessado, mas nos pontos turísticos mais restritos, como Corcovado e Morro da Conceição,  foi necessário “selecionar” alguns dançarinos para as gravações. Os Hoppers foram orientados sobre quais movimentos ou coreografias seriam feitos em cada locação e participaram aqueles que se sentiram confortáveis para executá-los.

Coreografar trechos durante o vídeo não é regra para I Charleston the World, mas o pessoal do Rio resolveu montar algumas sequencias em momentos importantes da música. Além disso, muitas cenas foram improvisadas. Aconteceram imprevistos, porque não dizer, maravilhosos que deixaram o processo muito mais divertido, como a cena dos pombos, do homem planta e da patinadora.

A relação com a câmera foi tímida no início. Dançar olhando para ela não pareceu natural para alguns hoppers. Mas o clima entre o pessoal foi tão leve que logo começaram a contracenar mais com o equipamento.

O trio revela algumas surpresas sobre esses processos.

A escolha da música

A música escolhida foi ‘I Believe in Music’, da Meschiya Lake. As hoppers contam que conseguir a autorização da cantora foi muito fácil, pois ela é muito próxima da cena de Lindy Hop e conhece pessoalmente uma das dançarinas do Rio de Janeiro.  Já a escolha em si da música deu muito trabalho. Cinthia e Gabis fizeram a pré-seleção e chegaram em três músicas finalistas, depois optaram por um processo democrático, no qual abriram a escolha final para os Hoppers do Rio votarem na que mais gostavam.

Elas contam melhor sobre os desafios e os critérios para se escolher uma música para um projeto tão importante.

Referências e outros vídeos do I Charleston the World

Tanto para a escolha da música – ou melhor, para não utilizar alguma que já tivesse sido usada em outro vídeo do I Charleston – como para estudar referências, a equipe assistiu a diversos vídeos disponíveis no Youtube.

Elas contam como foi a pesquisa dentro do próprio projeto e quais outras referências utilizaram.

O momento mais legal: Who Knows!

Uma cena formada por um professor de física com “dois metros de altura”, um aluno muito engraçado e uma aluna super expressiva. Difícil é apontar qual foi o momento mais divertido das gravações. 

Chega de mistério. Com vocês I Charleston Rio!!!

 

Revisão: Sarah Quines

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