Evita Arce – A apresentação que mudou sua vida

Uma profissão que não exige oito horas de expediente nem bater ponto. Mas que, por outro lado, exige uma dedicação em tempo integral, um envolvimento no qual as pessoas que trabalham no meio acabam se tornando amigos íntimos. Assim é a rotina de Evita Arce, Lindy Hopper que mora nos Estados Unidos, e que se apresenta e participa de eventos no mundo todo.

“Eu acredito que o Lindy Hop é como meu mundo funciona e está conectado. É uma religião saudável que nos mantém unidos e felizes.”

Dançarina, professora e criatura alegre. É assim que Evita se descreve. E isso é fácil de comprovar quando vemos qualquer vídeo em que ela aparece.

A paixão de Evita pelo Lindy Hop começou na faculdade. Aos dezoito anos e ainda caloura, ela viu uma apresentação em um palco do campus que a marcou. E se lembra até hoje da música: “Rockin n Rythmn”, de Duke Ellington. 

“Fiquei muito interessada por conta da energia que vi entre as pessoas. Imaginei o quão excitante seria dançar com um parceiro e especialmente ser jogada no ar “.

Mas o primeiro contato de Evita com as Swing Dances se deu antes dessa apresentação. Ela já tinha assistido ao filme ‘Swing Kids’ e ao comercial da marca GAP.

Em 2015 Evita e Michael, parceiro de longa data da dançarina, participaram da última edição do Jazz Dance Film Fest, uma competição de vídeos de Swing Dances. A dupla ganhou o primeiro lugar com ‘Tenderly Blues’. No vídeo, dá para ver a coreografia, atuação e dança feitas pelos dois.

“Sou muito agradecida por ter participado com Michael, porque a nossa parceria de dança é muito forte e  somos facilmente capazes de nos adaptar e ser criativos”.

Evita ressalta a importância de festivais que instigam o público a desenvolver a criatividade: “É maravilhoso. Incentiva as pessoas para tentar fazer algo. Isso garante que elas tenham uma meta a seguir. E celebra nossa cena. O reconhecimento e a celebração são muito importantes”.

Entre os aspectos que a hopper considera na hora de se fazer um vídeo de dança, ela destaca a nitidez da imagem como o mais importante. Depois, vem a precisão do tempo. “Se faltam imagens no vídeo, se ele está em câmera lenta ou acelerado demais, não representa a dança tão bem”. Se o objetivo é aprender com o vídeo, é fundamental visualizar o corpo inteiro do dançarino. Ela acredita que imagens mais fechadas no rosto, por exemplo, funcionam apenas quando a intenção é fazer algo artístico ou romântico.

A partir dos vídeos que fazem, Evita e Michael criaram uma escola online de dança. A dupla discutiu bastante sobre essa plataforma, pois acreditam que é muito importante ser ativo nas escolhas quando se quer aprender com vídeos online e não apenas assistir o que está na moda ou o que é oferecido por sites como YouTube ou Facebook.

Se eu fosse você, não perderia tempo e correria para aprender com essa maravilhosidade de pessoa, mesmo que à distância. 

Revisão: Sarah Quines

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