Jazz na Rua – Venha você também!

Levar o jazz para as ruas da metrópole, de graça, reunir quem já dança e convidar quem estiver passando pelo local e ainda não conhece o Lindy hop: essa é a ideia do Jazz na Rua. Criado por um grupo de amigos, o evento acontece na cidade de São Paulo, sempre em locais públicos e abertos, com banda ao vivo, aula gratuita com os passos básicos, DJs e muita dança.

 

 

O Jazz na Rua rola uma vez por mês, sempre aos domingos. Mariana Turco e Renato Lopes fazem parte da organização e, entre muitas outras coisas, são quem faz o registro audiovisual dos encontros. Desde que foi criado, em 2015, já aconteceram muitas edições do Jazz na Rua –  todas registradas em vídeo publicado. O registro funciona como uma prova da existência do evento, e é importante para que os organizadores consigam patrocínio para o projeto no futuro. Mariana comenta sobre os registros audiovisuais.

“Assim como o evento em si, o vídeo é outro instrumento de difusão do Lindy hop. Quando aliamos os dois, o grau de difusão é potencializado.

Os vídeos são divulgados na página no Facebook do Jazz na Rua, que armazena os registros de edições anteriores. Por meio da rede social, os vídeos alcançam visualizações de pessoas de fora do círculo social de quem já dança.

“A gente percebeu que o vídeo é muito importante, porque aumenta o número de pessoas que a gente consegue trazer para o Jazz na Rua. Após o evento, o vídeo faz com que as pessoas fiquem felizes de ter aquela recordação e rever aqueles momentos.

A edição das imagens é feita com cuidado, pensando no resultado final. A seleção é feita pela Mari, que alia um processo empático daquilo que está vendo nas imagens com a sua formação em artes, que permite um olhar estético sobre o material.

A prioridade dos organizadores é o evento em si. A produção do vídeo é um processo mais informal, “com uma edição rápida, fastfood”, descreve Mariana. Ela e Renato encontraram fórmulas – tanto para a captação como para a edição – e sabem o que e como gravar durante o evento e como editar com agilidade.

“Não é uma super produção, mas é um vídeo que funciona para o que se propõe: difundir o Lindy hop. Mostra que o evento existiu e que foi muito legal.

O vídeo de aniversário de um ano do Jazz na Rua, que aconteceu no Largo da Batata em novembro de 2016, teve mais de 5.500 visualizações até hoje. Mari conta um pouquinho sobre como os vídeos foram se modificando ao longo das edições do evento e a experiência de gravar as pessoas em espaços públicos:

 

 

A equipe do Jazz na Rua é composta por profissionais do audiovisual, o que facilita a realização de registros feitos com cuidado, atenção e flexibilidade de escolhas, e que não gera custo extra para a organização.

A edição de junho de 2017 contou com um olhar especial: Ramon Mineiro , que é amigo de uma das organizadoras do evento e tem formação na área de audiovisual, fez um registro diferente dos habituais. Ele inseriu cenas do entorno do Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista, onde aconteceu o Jazz na Rua. A edição do material foi trabalhada de maneira autoral, com efeitos de transição entre as imagens. A equipe do Jazz na Rua adorou o resultado:

“Quando vem alguém que faz um vídeo, que não foi a gente, é sempre uma surpresa, porque vira outra coisa; quase como se fosse outro evento. É incrível! E tira a gente da zona de conforto.”

Para Mari e Renato é mais complicado sair da fórmula “fastfood” que criaram, pois a administração do tempo é apertada durante a após o evento. E relaxa: “Estou tranquila, porque sei que a gente trabalha dentro dos nossos limites”.

 

 

A equipe do JnR nunca teve como meta investir financeiramente na divulgação. Ainda assim, os números de compartilhamentos orgânicos e curtidas são satisfatórios. Os vídeos são comprimidos quando postados na rede social. E mesmo quando são carregados pelo celular não há interferência nem prejuízo no resultado final:

“O foco maior é a disseminação do vídeo, e não a qualidade com a área audiovisual”.

Existem casos de pessoas que compartilharam o vídeo escrevendo o tempo exato em que apareceram; mas também tem quem não necessariamente está nos takes registrados, e que divulga o material porque gostou do que viu. Por ser um vídeo que está anunciando um evento, as pessoas o utilizam para convidar amigos: “Isso é o que eu mais vejo nas frases de compartilhamento”.

Não existe um motivo claro que explique por que alguns vídeos fazem mais sucesso que outros. Mari observa que dias mais ensolarados deixam a filmagem mais alegres, o que acaba atraindo mais a atenção. A escolha da trilha sonora também pode ser um fator que influencie no número de visualizações.

 

 

Mari e Renato têm uma trajetória no registro em vídeo de danças: estão à frente dos vídeos do All Skate, campeonato de Lindy hop no Brasil. O know how desta experiência foi aproveitado para as gravações do Jazz na Rua.

Em março de 2017, junto com dois amigos, eles lançaram o ‘Existe Lindy hop em São Paulo’, vídeo que mostra hoppers dançando em locais turísticos da cidade. Ele foi divulgado página do Jazz na Rua do Facebook: “O vídeo viralizou e trouxe muitas curtidas para a página do projeto”.

 

 

“Eu sei que os vídeos não irão fazer sucesso para sempre da maneira que são feitos agora; quando isso acontecer, a gente revê o formato”. A ideia é continuar a produção dos vídeos do Jazz na Rua enquanto eles forem curtidos, tiverem compartilhamentos orgânicos, atingirem as pessoas e as levarem para o Lindy Hop.

 

Revisão: Sarah Quines

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